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HISTÓRICO
Mudamo-nos para Teresina no dia 18 de abril de 1968;
minha esposa, um filho, duas filhas, a sogra e eu, embora, desde 1964 eu já
andasse por estas plagas como arquiteto do Banco Nacional de Minas Gerais S.A.,
o Banco do Guarda-chuva de Magalhães Pinto, época em que vim fazer o levantamento
do prédio onde funcionava as Lojas
Rianil de propriedade do senhor Aragão, adquirido pelo Banco que o transformaria
em sua primeira agência nesta Capital.
Após a conclusão do projeto retornei a esta cidade com
o objetivo de contratar quem o executasse; foi quando fiquei conhecendo o
engenheiro Lourival Sales Parente a quem confiei a tarefa, surgindo daí uma
grande amizade e tanto ele insistiu no convite para que eu trocasse a minha
Cidade Maravilhosa pela sua Cidade Verde que acabei cedendo, após a
concordância de minha mulher, naturalmente.
A Maloca foi fundada no Rio de Janeiro, no dia 15 de
janeiro de 1965, quando deixei o Banco (dados mais completos no Google: Antonio
Luiz Dutra de Araujo – Pesquisa).
Nosso escritório sempre atuou em qualquer área da
arquitetura e a relação completa dos trabalhos realizados durante esses
quarenta e três anos, mais os executados nos quatro anos que trabalhei como
arquiteto do Banco, acham-se gravados num CD.
Quando o arquiteto Marcio de Miranda Lustosa e eu
resolvemos criar nosso escritório cuja razão social ficou sendo Maloca
Arquitetura e Decoração Ltda., pensamos em escolher um nome relacionado com
construção de moradia e a palavra escolhida foi OCA, casa indígena,
provavelmente a primeira forma de abrigo construída no Brasil, que ao ser reproduzida várias vezes, já que nosso
pensamento era crescer, resultaria numa MALOCA.
Nosso logotipo é formado por duas OCAS encostadas
estilizando o M de Maloca e as letras da razão social são letras desenhadas
seguindo as mesmas linhas do logotipo.
Inicialmente nosso escritório funcionou no sétimo
andar do Ed. Avenida Central, localizado no Centro da cidade do Rio de Janeiro,
mais precisamente na Av. Rio Branco 156, sala 707.
Ao me mudar para Teresina, após comprar a parte de meu
sócio, hoje nosso padrinho de casamento, decidi que faria aqui uma filial da
Maloca e já que ia ser construída numa imensa área verde, porque não fazer algo
coerente com o nome da firma? Daí a sua forma: os tijolos assentados formando
juntas retas verticais representam os paus-a-pique que, unidos, formam as paredes
da oca e como cobertura foi usada a palha de carnaúba.
Posteriormente, encerrando as atividades no Rio de
Janeiro, passei a filial teresinense para Sede da Empresa.
Hoje, a Casa do
Índio já não tem a presença marcante que tinha antes de ser engolida pelas Casas dos Brancos!
Nestes últimos dez anos o mercado imobiliário em
Teresina deu um salto para o alto, talvez inspirado por outras Capitais, embora
eu ache que ainda poderíamos viver por um bom tempo em nossas casas, em
linguagem indígena eu diria, em nossas Malocas.
Acredito que o aumento da violência tenha sido o
grande responsável por essa fuga para as alturas, embora eu tenha minhas
dúvidas quanto à futura segurança nesses Edifícios, haja vista, os constantes assaltos que vem
ocorrendo em prédios de alto luxo construídos no Morumbi, bairro nobre da
Cidade de São Paulo, onde os bandidos vêm fazendo arrastões começando de cima
para baixo.
Se compararmos o ritmo acelerado da construção civil
existente em algumas cidades brasileiras de grande porte com o ritmo de
Teresina, acho até que aqui a marcha tem sido bem mais lenta.
Teresina, 10 de maio de
2008.
Antonio Luiz Dutra de Araujo
Arquiteto
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